segunda-feira, novembro 06, 2006

 
HIPÉRBOLE
(Ou isso não arruma namorada)

Pude trocar meu sangue, meu baço
Pela lâmina sensação de possuir-te
E depois ter restado-me somente
A delicada transfusão de estar contigo.

Pude trocar minha ferida, minha fúria
Pelo arfã, pelo impulso mais ácido
De fazer da minha carne tua novidade
E da tua alma meu novo mundo antigo.

Pude trocar minha mente, meu andar
Pelo capricho do teu anseio vestido
Com as primeiras noites quando era amigo...

E pude trocar a segunda-feira e a lágrima
Pela diária comédia de permitires
Meu ombro de teu riso e teu riso de meu abrigo.

(Matheus Fontella)

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