quarta-feira, novembro 22, 2006
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Puxa, faz dia desses, relembramos Cindy Crawford. E agora, logo ali em dezembro, a eterna top model estampa a capa da Esquire inglesa. A beleza e a pinta permanecem. Aos 40.
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Chega ao Brasil o DVD do filme A Dupla Vida de Véronique (La Double Vie de Véronique, 1991), do cineasta polônes, morto em 1996, Krzysztof Kielowski. Anterior à famosa Trilogia das Cores (com destaque para A Liberdade é Azul), A Dupla Vida... não é um filme fácil, mas é um belo e melancólico questionamento sobre amor, identidade, sentido da existência, tudo isso num tom alaranjado, que reforça uma sensação profunda de passagem e nostalgia. No papel principal desponta a francesa Irène Jacob (foto), que assumiu o papel no lugar da então favorita do diretor, Andie McDowell. Irène interpreta Véronique, uma professora de música que reside na França, e Weronika, uma 'clone' sua, soprano que mora na Polônia. Trata-se, portanto, dessas películas sem datação, num vislumbre do que seriam obras geniais posteriores de Kielowski como A Liberdade é Azul.
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"O tempo é o único capital de quem só possui a fortuna de sua inteligência" (Honoré de Balzac).
EXTENSÃO/COMPRESSÃO
O espaço decorre a cada hora
Fantasmagoricamente,
O ausente se impõe ao presente.
O tempo localiza-se em todo lugar
Comprimido,
O transferido ordena o vivido.
Celulares: Sonham. Se vendem. Maltratam.
Computadores: Comem. Beijam. Matam.
(Matheus Fontella)
O espaço decorre a cada hora
Fantasmagoricamente,
O ausente se impõe ao presente.
O tempo localiza-se em todo lugar
Comprimido,
O transferido ordena o vivido.
Celulares: Sonham. Se vendem. Maltratam.
Computadores: Comem. Beijam. Matam.
(Matheus Fontella)